Gestão Empresarial

Quais são os principais desafios do setor de TI?

Para alguns profissionais, os desafios do setor de TI podem ser traduzidos como a necessidade constante de permanecer inovando, seja na estrutura tecnológica das organizações, seja nas relações humanas e processos.

Independentemente de qual visão é empregada, desafios como a automação, a relação amigável e produtiva entre homens e máquinas, redução de custos operacionais e a segurança de dados habitam o cotidiano dos profissionais de TI e exigem que eles estejam sempre em busca de novas soluções.

Na verdade, a lista é muito mais extensa e fica ainda mais complexa quando a realização de tudo isso precisa ser de acordo com orçamentos limitados e discutido com diretores nada familiarizados com o caráter estratégico da área de TI.

Você se enxerga nesses cenários? E o que dizer sobre o desenvolvimento das habilidades e conhecimentos dos próprios profissionais dessa área? É preciso se especializar e ao mesmo tempo compreender como soluções distintas podem se complementar, não é mesmo?

No entanto, a parte interessante é que, apesar dos desafios, o setor de Tecnologia da Informação é justo e premia aqueles que sabem investir nas inovações de TI certas. Em outras palavras, ganha da concorrência no mercado aquela empresa que melhor se posicionar tecnologicamente.

Quer saber para onde direcionar seus esforços nos próximos anos? Neste post, elaboramos um panorama dos principais desafios desse setor que pode dar boas ideias e insights para as estratégias do seu negócio. Confira!

Quais são os principais desafios do setor de TI?

O mundo dos negócios é digital. Até mesmo empresas que são reconhecidas por seus trabalhos manuais primorosos possuem todo o restante de seus processos administrativos e comerciais otimizados por diversas tecnologias.

Assim, ser inovador não é mais um diferencial para o negócio, mas uma necessidade para oferecer melhores serviços e experiências ao seu público e tornar seus processos internos escaláveis e econômicos.

Nessa busca, alguns elementos certamente entram como tendência e desafio a ser superado. Entre eles, podemos apontar:

Gestão do Big Data

O Big Data é apontado como uma das ferramentas estratégicas para o negócio, mas sem uma gestão correta, ele não pode fazer nenhuma contribuição substancial para a empresa.

O primeiro fator a se considerar é a regularidade com que seus dados são curados e analisados. Para que eles sejam úteis, é preciso que suas rotinas sejam diárias e focadas em demandas específicas, como o comportamento de consumo dos clientes, por exemplo.

Além disso, o Big Data exige uma infraestrutura adequada. O gestor deve considerar seu custo de manutenção, recursos humanos especializados para geri-lo e quais elementos dessa gestão podem ser terceirizados.

Crescimento do uso da Inteligência Artificial (IA)

Outro desafio enfrentado pelas organizações será o aumento do uso de Inteligência Artificial e Machine Learning em seus processos, mas agora em níveis mais gerenciais.

Atualmente, os chamados chatbots já realizam atendimentos aos clientes com máxima precisão, por exemplo. Para seu sucesso, no entanto, a organização de dados de treinamento — aqueles utilizados como referência para a atuação dos robôs — precisa ser muito bem feita.

Além disso, com o aumento de seu uso, questões éticas como a substituição dos recursos humanos aumentarão cada vez mais, assim como a necessidade de explicar como os robôs de Inteligência Artificial tomam decisões que podem afetar seu negócio e a vida de seus clientes.

Barreiras de proteção e segurança de dados

No campo da segurança de dados, as proteções da empresa deverão ser fortalecidas não apenas para as ameaças externas, mas também nas rotinas internas.

É comum que empresas compartilhem uma impressora entre diversos funcionários e até setores. Porém, alguns documentos impressos são sigilosos até mesmo internamente, e uma garantia de que aquela informação não ficará disponível para todos na bandeja do equipamento é essencial.

São dados estratégicos e também a propriedade intelectual da empresa que estão em jogo. Para reforçar a segurança, definir contratos e políticas de sigilo mais rigorosos será determinante.

Também na área de segurança de dados, será necessário reforçar as barreiras contra roubos e vazamentos das informações coletadas sobre clientes. Ataques hackers podem ter diversos focos, como o sequestro de acessos, mas materiais financeiros ainda serão um de seus principais alvos.

Com dados de cartão de crédito e algumas vezes informações de foro íntimo, o vazamento de tais conhecimentos pode gerar grandes prejuízos para o negócio e processos judiciais movidos pelos clientes, além de uma péssima imagem para a empresa.

Gestão estratégica de TI

Antigamente, o setor de TI era visto como um apoio para a manutenção do bom funcionamento dos equipamentos, bem como o suporte aos usuários que eventualmente tivessem dúvidas ou relatassem problemas.

Mas com o constante aporte de tecnologias na infraestrutura e a conectividade entre elas, aumentou gradativamente a complexidade de gestão, somando ainda o fato de que a corrida pela inovação frente à concorrência direcionou a responsabilidade para a agora chamada gestão estratégica de TI.

O desafio de manter a infraestrutura competitiva, buscar bons fornecedores de TI e atuar preventivamente em todo esse contexto ainda será considerável, principalmente em organizações que estão em processo de reconhecimento da importância estratégica do setor.

Maior utilização do Cloud Computing

A computação na nuvem ainda enfrentará alguns desafios nos próximos anos, principalmente pela resistência ao uso dos chamados Legacy Apps, ou aplicações legadas.

São sistemas obsoletos ainda utilizados nas organizações que precisariam ser migrados para a nuvem. Problemas com estabilidade e compatibilidade com a infraestrutura da rede podem comprometer todo o restante já em funcionamento, por exemplo.

Gestão eficiente de fornecedores de TI

Empresas precisam focar em seu core business, e isso é uma certeza que leva a outro desafio do setor de TI: escolher os melhores fornecedores e até mesmo estratégias de outsourcing de TI.

É preciso ir em busca de soluções que tenham uma ótima relação de custo e benefício. Consumíveis para impressoras são um dos exemplos clássicos.

Além dos consumíveis oficiais das fabricantes, chamados Original Equipment Manufacturer (OEM), existem os equivalentes, que são desenvolvidos muitas vezes com qualidade superior à dos originais, e outros similares.

Entre eles, os OEM são os mais caros, o que muitas vezes inviabiliza a aquisição para um uso contínuo. Porém, apostar em produtos de baixa qualidade pode gerar prejuízos com reposições mais regulares e até mesmo danos aos equipamentos.

Escolher produtos equivalentes, no entanto, garante a qualidade dos originais com preços mais acessíveis. Isso prolonga o tempo de vida das máquinas e o potencial de consumo ideal.

O desafio na gestão de fornecedores também tramita pela escolha de terceirizar ou não algumas etapas e elementos do setor de TI, como o Help Desk, por exemplo.

Isso permite que o gestor de Tecnologia da Informação foque seus esforços e direcione sua equipe de TI para melhorias estruturais, acolhimentos do Service Desk e, claro, apoio estratégico à direção da empresa. Obviamente, isso tem um custo e também novas limitações e desafios.

Esses são alguns dos desafios que o setor de TI ainda continuará enfrentando nos próximos anos. As tomadas de decisão acerca deles sempre produzirão efeitos positivos e outros negativos que também precisarão ser contornados.

Nesse cenário todo, o profissional de TI — gestor e responsável pelo setor — também precisará se manter atualizado e competitivo para ter uma boa capacidade de tomar decisões. Mas como fazer isso?

Como se manter atualizado com as mudanças no mercado?

Todas as carreiras exigem que seus profissionais estejam constantemente se atualizando, mas nenhuma delas é tão rigorosa nessa demanda como a de Tecnologia da Informação.

A Lei de Moore, estabelecida nos anos 60, aponta que a capacidade de processamento dobra a cada 18 meses. São milhares de inovações e novos conceitos surgindo a todo momento. Quais deles valem o investimento?

É impossível se especializar em todas as áreas e soluções que a área de TI proporciona, mas uma visão estratégica e analítica é essencial para que um profissional consiga escolher aquelas mais apropriadas para seu negócio, assim como os fornecedores que deverão provê-las.

Assim, para manter-se atualizado frente às mudanças do mercado, algumas ações são recomendadas:

Investir em suas skills (hard e soft)

A tradução de skills para o português é habilidades, e suas variações, hard e soft, são, respectivamente, as mais fortes (ou principais) e leves (ou secundárias).

A ideia é trabalhar o conhecimento e as habilidades do profissional considerando aquelas que realmente são fortes em sua profissão, mas também as secundárias, que produzem efeitos relevantes no cotidiano.

Hard skills do gestor de TI

Sendo assim, é possível identificar que as hard skills do gestor de TI são seu conhecimento técnico, como gerenciamento e arquitetura de sistemas operacionais, virtualização e cloud, por exemplo. Também seu domínio de linguagens de programação e compreensão de como os componentes da infraestrutura funcionam e se relacionam.

Cursos, graduações e extensões podem ser excelentes fontes de tais conhecimentos, além da leitura constante de livros e referências técnicas do setor. Focar nas hard skills permite que um profissional se torne especialista.

Soft skills do gestor de TI

Além das habilidades técnicas, a capacidade de gestão de pessoas, comunicação interpessoal, motivação e análises técnicas também precisam ser aprimoradas para que o profissional consiga levar seus conhecimentos técnicos para a prática do negócio.

Ou seja, de nada adianta alguém ser um especialista em virtualização e cloud se não conseguir levar tais conhecimentos para o cotidiano do negócio ao propor novas soluções e meios de implantá-los.

É preciso lembrar que a equipe de TI e seus integrantes são conhecedores da área, mas precisam lidar com todo o restante da organização para tirar dúvidas e até mesmo buscar novas soluções.

Trabalhar o networking

Além dos conhecimentos, ter um bom círculo de amizades e profissionais do setor é importante para que o acesso às tendências e novidades da área tenham outras portas de entrada além de sua constante pesquisa.

O networking com outros gestores, fornecedores e especialistas do setor garante que o profissional saberá como a concorrência e demais empresas estão se posicionando no mercado, bem como quais são as novas tendências.

Também permite que ele receba boas indicações e as retribua oferecendo dicas de parceiros e fornecedores de confiança. Essa troca fortalece parcerias e permite que eventuais atuações unificadas sejam fortalecidas.

Acompanhar eventos do setor

Eventos do setor de TI obviamente trazem as tendências e novidades da área. Um gestor atualizado quanto às novidades e ciente das demandas de sua empresa de Tecnologia da Informação pode ter importantes insights de inovação em palestras e feiras do setor.

É possível também estabelecer novas conexões de networking nesses eventos, com a garantia de que tais profissionais têm a mesma visão e valorizam a constante atualização de seus parques tecnológicos.

Montar uma equipe de TI com diferentes habilidades

Investir nas hard skills é muito importante, mas pelo volume de informações e o esforço demandado para manter-se atualizado sobre elas, é primordial montar uma equipe de TI com diferentes habilidades que se complementem.

Isso garante que a equipe terá uma visão ampla e estratégica sobre as mais diversas soluções da empresa e estará pronta para assumir diferentes projetos de melhoria do negócio.

Buscar conteúdos ricos

Internet, livros online ou físicos e outras fontes de conhecimento também são ótimas maneiras de se manter atualizado no mercado de TI. Assinar newsletters com conteúdos ricos, acompanhar blogs especializados, pesquisas e estudos técnicos é fundamental.

Mas, além de consumir tais conteúdos, também é preciso compartilhá-los com os demais membros da equipe de TI e até mesmo propor discussões sobre suas aplicabilidades.

Isso servirá de exercício para o raciocínio estratégico de toda a equipe e promoverá a sinergia entre os envolvidos, além de permitir que novas ideias surjam, como a possibilidade de terceirização de alguns serviços, por exemplo.

Como a terceirização impacta o setor?

Recentemente, o Governo sancionou a Lei da Terceirização, e ela trouxe novas possibilidades para o setor de TI. O outsourcing já era uma realidade vivida, mas suas limitações foram redefinidas. Isso trouxe muito mais clareza para empresas fornecedoras do serviço e, claro, para as contratantes.

Entre seus benefícios para o negócio, podemos citar:

Direcionamento do foco do setor de TI interno

Ao terceirizar parte das operações e obrigações do setor de TI, a empresa pode direcionar o foco de sua equipe para questões mais estratégicas.

Terceirizar, por exemplo, o armazenamento de dados em servidores externos, permite que a empresa invista seus espaços e a atenção das equipes em outros fins.

Sem ter que monitorar os equipamentos e até a climatização da sala de servidores, a equipe pode focar em projetos de inovação de outras áreas, treinamentos de funcionários, instalação de novas filiais do negócio, etc.

Recursos humanos especializados

Ter um funcionário de TI especializado na equipe interna tem suas vantagens e desafios, assim como é o caso de um terceirizado. Porém, enquanto é preciso dar constantes incentivos para que o primeiro mantenha-se motivado e integrado à empresa, o terceirizado é de responsabilidade da fornecedora.

Isso significa dizer que, mesmo que um funcionário terceirizado de referência deixe a equipe, sua reposição imediata e com a mesma qualidade é de responsabilidade da empresa contratada.

Por outro lado, o funcionário interno tem, além de seus conhecimentos especializados, uma visão do negócio mais apurada e, em alguns casos, um comprometimento maior com os resultados. No entanto, se for possível investir nas duas possibilidades, a empresa poderá usufruir dos dois benefícios.

Economia

A economia proporcionada pela terceirização é fruto da qualidade da prestadora do serviço. Como o objetivo das empresas terceirizadas é reduzir os custos das empresas que as contratam, seus investimentos nas melhores tecnologias e na otimização dos processos têm reflexo nas rotinas realizadas nas empresas contratantes.

Assim, é possível que sua empresa usufrua de tecnologias de ponta, profissionais altamente capacitados e, com esse conjunto, consiga melhorar os próprios serviços e processos

Escalabilidade e segurança

Outra vantagem da terceirização é que ela pode oferecer aumento da capacidade de atendimento em menor tempo do que seria demandando para uma empresa investir em sua infraestrutura.

Dessa maneira, se uma empresa de e-commerce percebe que seu volume de processamento está crescendo gradativamente ou que em determinado evento sazonal será preciso maior capacidade de servidores, uma solicitação prévia pode ser feita para que a terceirizada atenda a demanda momentaneamente.

Se tal serviço não fosse terceirizado, provavelmente o negócio amargaria um prejuízo por não ter feito tais vendas, reclamações de clientes ou, ainda, teria que fazer um investimento alto que nem sempre seria compensado no longo prazo, já que as variações de demanda seriam sazonais.

Como alinhar os objetivos da empresa com as demandas da área de TI?

Esse exemplo do investimento em servidores, inclusive, leva a outro desafio e questionamento do setor de TI: como alinhar os objetivos do negócio com as demandas da área de TI.

Mais uma vez a questão dos custos é relevante. O valor de aquisição de um servidor próprio é considerável; somam-se ainda todas as despesas que serão necessárias para mantê-lo ativo e funcional.

Esse tipo de tecnologia fica rapidamente obsoleto ou demanda novas atualizações que só aumentam as preocupações da empresa para mantê-lo. Logo, boa parte dos recursos da empresa estarão alocados em equipamentos que são secundários ao seu negócio e que poderiam facilmente ser geridos externamente por um outsourcing.

As governanças financeira e de TI também estão constantemente avaliando as despesas e a forma de uso dos recursos da organização. Esse, porém, é um objetivo da empresa ao qual a área de TI oferece grandes contribuições, seja pela gestão de fornecedores, seja pela automatização de alguns serviços.

Outro ponto importante em relação aos objetivos do negócio são seus planejamentos. Uma empresa que está focando na ampliação de seu negócio ou na abertura de novas filiais precisa que seu setor de TI esteja preparado para fornecer todas as soluções necessárias.

Em resumo, para alinhar objetivos do negócio com as demandas do setor, é preciso que a gestão de TI esteja totalmente integrada e atuante no planejamento estratégico do negócio.

Ela precisa estar envolvida nas decisões e até mesmo definir quando será possível entregar toda a infraestrutura necessária para abrigar as novas diretrizes e projetos do negócio.

Quais as principais tendências de TI para os próximos anos?

O que esperar para os próximos anos e se preparar para eles? Antes de mais nada, é preciso considerar quais os planejamentos futuros da organização e também os desafios de seu mercado.

Fica evidente que a virtualização dos processos e o uso da Inteligência Artificial terão cada vez mais proeminência. A gestão estratégica de TI, portanto, deixará de viver uma batalha por reconhecimento e passará a influenciar todas as tomadas de decisão do negócio. Assim, é possível apontar como tendência os seguintes fatores:

Profissionalização dos processos de terceirização

A escolha de prestadoras de serviços de TI e até mesmo das fornecedoras ficará cada vez mais organizada. O uso do Business Process Outsourcing (BPO) já é uma realidade para grandes corporações, mas será cada vez mais adotado pelas demais que visam a otimização de seus serviços.

O BPO garante que o mapeamento das necessidades e a definição de responsabilidades da prestadora do serviço fiquem muito mais claros e passíveis de serem administrados.

Uso de IA e análises inteligentes

A Inteligência Artificial, como dito anteriormente, sairá mais fortemente das áreas operacionais para outros patamares dos organogramas. Assim, além de amparar tomadas de decisão com análises preditivas e inteligentes no chamado Business Intelligence (BI), também será utilizada para aumentar a capacidade de trabalho dos gestores.

Uso das blockchains

As blockchains são a tecnologia por trás das chamadas criptomoedas. Tais soluções, entretanto, poderão ser integradas nos negócios nos próximos anos, considerando suas contribuições para transações de valores seguras contra ataques hackers.

Objetos Inteligentes

Objetos inteligentes e os wearables estarão mais presentes no cotidiano das pessoas e empresas. Carros inteligentes, mais econômicos e seguros poderão ser os responsáveis pelo deslocamento de funcionários de uma empresa e também palco para reuniões virtuais.

Reconhecimento digital ou da íris poderão dar acesso aos funcionários de uma empresa e contabilizar sua presença no trabalho, mesmo que sua atuação seja feita no modelo home office.

Para driblar os desafios do setor de TI, é preciso trabalhar constantemente para que o setor contribua estrategicamente para o negócio e não limitar as possibilidades ao que já é conhecido, além de não atuar somente na manutenção da infraestrutura atual.

O gestor da área de TI deve estar sempre em busca de soluções, fornecedores e parceiros que possam oferecer inovações competitivas para seu negócio, atuando de maneira preventiva e não apenas resolvendo urgências.

Tal posicionamento permite que a empresa faça importantes reduções de custos e paralelamente aumente a qualidade de seus produtos e serviços ofertados.

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